From: Leticia Vasconcellos
Galera, good topics!
Para mim o mais interessante não são as diferenças de conduta pregadas pela religião cristã, ou pela crença pagã das sacerdotisas, mesmo quando isso terminar em cenas de sexo bizarras... rs.
Apesar da religião cristã parecer mais restritiva que a pagã, ambas em algum ponto do livro se assemelham profundamente, pelo menos nas atitudes de seus seguidores, sejam elas referentes a decisões éticas ou sexuais. Na minha opinião é aí que está a chave da questão, qualquer um dos lados deixa a razão em nome de sua crença, ou do “bem maior”, da “verdade absoluta” pregada por qualquer um do lado. Ao deixar a própria razão de lado, elas deixam também o “free will” do ser humano. Assim, Gynevere não pode reclamar, pois escolheu sua condição (“culpar” o Deus, só tira sua responsabilidade de pensar e agir como seres livres que somos), do mesmo jeito que Morgana atribui a culpa de ter dormido com Arthur à Morgana. A partir do momento que uma pessoa escolhe seguir cegamente qualquer coisa – “faço qualquer coisa em nome desse ou daquele Deus” – ele está abdicando de uma análise/escolha pessoal em relação a qualquer fato.
As “verdades absolutas” de qualquer lado só podem ser interpretações pessoais, inclusive influenciadas pelos problemas inerentes ao indíviduo (como ciúme, inveja e insegurança, que estão em quase todas páginas do livro).
Mas não vou falar mais, pois já quero comentar os outros livros! Hehhehe
From: Fernando
Concordo com a Lê!
Não acredito em verdades absolutas e isso é uma verdade absoluta!
From: Juliana
hahaah...galera, adorei as discussões por e-mail! Nosso Books&Bubbles é tão engajado que funciona até virtualmente.
Não vejo a hora do próximo encontro.
E de trocar de livro logo, porque eu concordo com você Fer...o primeiro livro servia pra passar a mensagem.
Bjos e bom finde!
Ju
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